Vida

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Saudade


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dói. Bater a cabeça na quina da mesa, dói. Morder a língua, dói. Cólica, cárie e pedra no rim também doem. Mas o que mais dói na vida é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dói essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Ceder, ceder e ceder...

 

Ceder não significa parar de se preocupar, significa que você não pode resolver os problemas da outra pessoa.

Ceder não significa isolar-se, significa que você não pode controlar a vida de outra pessoa.

Ceder não é tornar as coisas mais fáceis, mas tirar lições das conseqüências dos nossos atos.

Ceder é admitir que temos limitações, o que significa que o resultado final não depende de só de nós.

Ceder é não tentar modificar ou culpar outras pessoas, você, eu só podemos modificar a nós mesmos.

Ceder não significa deixar de prestar assistência, significa continuar a demonstrar interesse.

Ceder não é jogar a culpa no outro, mas ter espírito de solidariedade.

Ceder não é julgar, mas admitir que a outra pessoa é um ser humano.

Ceder é não intrometer-se tentando resolver problemas alheios, é permitir que as pessoas encontrem as soluções por conta própria.

Ceder é deixar de ser protetor, é permitir que a outra pessoa enfrente a realidade.

Ceder não é rejeitar, mas aceitar.

Ceder não significa reclamar, censurar ou discutir, significa aceitar as próprias falhas e corrigi-las.

Ceder não significa adaptar tudo conforme nossos desejos, mas aceitar cada dia como ele é e apreciar cada momento.

Ceder é não criticar nem controlar o outro, mas tentar se transformar em alguém que gostaria de ser.

Ceder não é arrepender-se do passado, mas adquirir experiência e viver para o futuro.

Ceder é temer menos e amar mais. Amar as pessoas que te rodeiam, que estão sempre do seu lado quando precisa, quando dá uma dor de barriga, que para pra te ouvir, que se importa quando você está mal ou precisando de algo mínimo.

O que é pior: a mentira que conforta ou a verdade que derrama uma lágrima, mas que nos faz ir a busca de nossos objetivos? Se você opta pela mentira que conforta, deve saber que jamais irá conseguir conhecer a verdade, pois você estará vivendo de uma mentira. Se você opta pela verdade, algumas lágrimas podem até cair, mas após isso, você se levanta com mais forças para conquistar aquilo que almeja.